7 Curiosas Teorias Sobre o Fundo da Garrafa de Vinho (A #7 é Minha Favorita)

fundo da garrafa de vinho

Ao olharmos para o fundo da garrafa de vinho, podemos encontrar uma estranha concavidade em sua base, como se a mesma tivesse empurrada para dentro.

Este curioso “buraco” encontrado na maioria dos recipientes que carregam a bebida, faz muita gente se perguntar:

  • Por que as garrafas de vinho tem o fundo côncavo?
  • Garrafas com este fundo contém vinhos de melhor qualidade?
  • A profundidade deste “buraco” quer dizer alguma coisa?

Quando escrevi este artigo pela primeira vez, em junho de 2015, convidei muitos amigos do vinho para discutir o assunto através da página do Vida & Vinho no Facebook.

A discussão que durou quase uma semana inteira, serviu para provar que cada teoria tem seus fiéis defensores e contestadores.

E com a colaboração dos amigos envolvidos nesta discussão, pude levantar valiosas informações que me ajudaram a realizar uma pesquisa mais profunda sobre o tema, permitindo complementar e enriquecer o conteúdo que você verá a seguir.

Ao final da leitura, se você tiver alguma opinião a respeito deste assunto, te convido a entrar na discussão. Basta escrever qual teoria você acredita ou contesta no campo de comentários no final da página, combinado?

Continue lendo para descobrir as teorias relacionadas ao fundo da garrafa de vinho e aumente ainda mais o seu conhecimento.


Teoria #1 – Evitar que a garrafa estoure

garrafa-quebrada
Foto: FeistyTortilla / CC BY-NC 2.0 / Modificado do original

Esta teoria diz que a concavidade no fundo da garrafa de vinho surgiu para tornar mais resistentes as garrafas de champagne e demais vinhos espumantes.

Os recipientes que carregam estes vinhos, sofrem uma grande pressão interna devido ao gás carbônico resultante da segunda fermentação da bebida.

E um fato curioso sobre o champagne, é que a pressão interna da sua garrafa é equivalente a de um pneu de caminhão.

Antigamente, estas garrafas não eram tão fortes como são hoje, e muitas estouravam no momento em que a rolha era colocada, ou mesmo após o arrolhamento, quando as mesmas descansavam nas caves dos produtores.

Portanto, esta teoria sugere que a concavidade ajuda a distribuir a pressão interna nas garrafas de espumantes, mas não explica porque os vinhos rosés, brancos e tintos também são comercializados em recipientes com o fundo no mesmo formato.


Teoria #2 – Facilitar o manuseio ao servir

manuseio-garrafa-de-vinho
Foto: PortoBay Events / CC BY-NC-ND 2.0

Esta teoria sugere que a única finalidade do fundo côncavo das garrafas é facilitar o seu manuseio, apoiando o polegar na concavidade ao servir a bebida.

Em uma conversa que tive com Mickael Devena, Presidente e Fundador da marca de champagnes Charles Legend, ele me disse acreditar nesta teoria, já que, em sua opinião, a teoria #1 já não é válida para os dias atuais, uma vez que as garrafas feitas para comportar o champagne e demais vinhos espumantes, são produzidas com material altamente resistente.

Particularmente, acho esta forma de servir o vinho muito elegante, contudo, penso ser pouco segura, principalmente com a garrafa molhada ou quando a concavidade na base não é tão funda.

Alguns defensores desta teoria também dizem que, servir o vinho desta maneira, diminui o contato da mão com a garrafa, evitando o aumento da temperatura da bebida.

Mas a pergunta que fica é: a concavidade foi realmente pensada para este propósito?

Ou é apenas mais um caso de uso percebido após o tal fundo côncavo ter sido inventado?


Teoria #3 – Empilhar as garrafas com segurança

garrafas-de-vinho-empilhadas

Esta teoria pode ser dividida em 2 versões:

Versão #A

Durante a Remuage – uma técnica da produção do champagne e alguns vinhos espumantes – as garrafas são colocadas de cabeça para baixo e, algumas vezes ao dia, são giradas para que os sedimentos resultantes da fermentação da bebida desçam até o gargalo para serem removidos.

O ato de girar a garrafa pode ser feita manualmente, mas alguns produtores utilizam uma espécie de gaiola chamada Gyropalette, que gira as garrafas mecanicamente, evitando o trabalho braçal.

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Foto: G.Garitan / CC BY 3.0 / Modificado do original

Segundo esta teoria, durante uma Remuage feita através das Gyropalettes, seria mais seguro empilhar estas garrafas, encaixando o gargalo de uma na concavidade da outra, reduzindo a movimentação dos frascos dentro das gaiolas.

Defensores desta teoria afirmam que a mesma pode ser encontrada no livro The Oxford Companion to Wine, escrito pela jornalista e crítica de vinho britânica Jancis Robinson.

Versão #B

A outra versão desta teoria, sugere que a concavidade serve para que qualquer vinho, espumante ou não, seja empilhado nas caves dos produtores da mesma forma citada acima (gargalo de uma na concavidade da outra) evitando o desmoronamento da pilha.


Teoria #4 – Atender aos objetivos de marketing

vinhos-supermercado

Segundo esta teoria, as pessoas costumam acreditar que produtos maiores e mais pesados são sinônimos de qualidade.

Então, quanto mais funda a concavidade, mais alta a garrafa deve ser para comportar a quantidade exata da bebida (ml) descrita em seu rótulo.

E se a garrafa for maior, consequentemente será mais pesada.

Esta teoria pode ser sustentada por uma entrevista de Marcos Vian concedida à Revista Adega, onde o diretor da Associação Brasileira de Enologia explica que, no Brasil, esta percepção do consumidor é tão importante, que o peso das garrafas é levado em consideração pelos departamentos de marketing das vinícolas.

Será mesmo que este é o propósito?

Ou a concavidade das garrafas teria surgido antes mesmo dos departamentos de marketing?


Teoria #5 – Manter os sedimentos no fundo da garrafa

sedimentos-garrafa-de-vinho
Foto: Don Richards / CC BY 2.0 / Modificado do original

Alguns vinhos que ficaram guardados por muitos anos em adegas ou aqueles que não passaram por um processo de filtragem, podem acumular sedimentos nas garrafas que, mais tarde, precisam ser removidos através da decantação.

Estas pequenas borras que algumas pessoas pensam ser um defeito na bebida, são geralmente encontradas em vinhos tintos mais potentes e complexos, onde o produtor acredita que a bebida será beneficiada com a presença dos sedimentos, adquirindo mais sabor e maior potencial de guarda.

Portanto, a teoria sugere que o arco formado na parte interna das garrafas, exerce uma força gravitacional que retém os sedimentos no fundo, evitando que eles se desloquem para o gargalo no momento em que o vinho for servido.

Mas, assim como a teoria #1, esta também traz uma explicação que se refere apenas a um dos estilos de vinho, neste caso, os tintos.

Mas não explica porque os espumantes, vinhos brancos e rosés também são comercializados em garrafas com o fundo no mesmo formato.


Teoria #6 – Gelar a bebida mais rápido

garrafas-em-balde-de-gelo

Defensores desta teoria sugerem que a base das garrafas tem este formato para permitir que uma quantidade maior de cubos de gelo entrem em sua concavidade, gelando a bebida mais depressa.

Desta maneira, pode ser que as garrafas se resfriem mais rápido, mas quão mais rápido?

E se pararmos para pensar, nem todos os vinhos são servidos em baldes com gelo. Aliás, em países mais frios da Europa, muitas vezes o vinho é servido em temperatura ambiente, então, por que os produtores destes países fariam garrafas com este fundo?

Seria novamente mais um caso de uso percebido após o fundo côncavo ter sido inventado?


Teoria #7 – Deixar a garrafa mais estável quando colocada em pé

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Na antiguidade as garrafas de vidro eram feitas artesanalmente através do sopro.

As pessoas responsáveis pela criação dos recipientes, sopravam através de um cano uma ‘massa’ de vidro em brasa e, ao mesmo tempo, giravam este cano para conseguir o formato desejado na garrafa.

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Técnica antiga de fabricação de garrafas de vidro através do sopro. Foto: SHA

Esta técnica fazia com que uma curvatura se formasse no fundo do recipiente, impedindo-o de manter-se totalmente estável quando colocado em pé.

Para solucionar o problema, estes profissionais encaixavam a base da garrafa numa ferramenta que diziam se chamar punt, que empurrava o fundo da garrafa para dentro.

Segundo alguns defensores desta teoria, a mesma foi citada pelo crítico, autor e historiador inglês Hugh Johnson em seu livro The Story of Wine.

Além de ser mencionada em um artigo da Wine Spectator, prestigiada revista norte-americana especializada em vinhos.

A teoria também pode ser sustentada por algumas fotos de garrafas antigas que mostrarei a seguir e que podem ser vistas com mais detalhes no site Historic Glass Bottle Identification, pertencente à Society for Historical Archaeology (SHA).

Segundo a SHA, os recipientes a seguir foram fabricados para comportar diferentes tipos de bebidas e medicamentos.

Dê uma olhada nestas garrafas:

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Foto: SHA / Modificada do original

A primeira é uma garrafa de Licor Beneditino, uma bebida feita com uma grande variedade de ervas e especiarias. Acredita-se que os primeiros licores beneditinos tenham sido feitos por monges franceses durante o período do Renascimento.

A segunda, acredita-se que seja uma garrafa de refrigerante ou cerveja americana produzida entre os anos de 1820-1840 através da técnica do sopro.

garrafas-antigas-de-medicamentos
Foto: SHA

Na imagem acima, garrafas de medicamentos datadas entre 1850-1860, encontradas em uma escavação feita no oeste dos Estados Unidos. Acredita-se que tenham sido utilizadas como utensílios padrão por farmacêuticos e produtores de remédios da época.


Conclusão …

As fotos apresentadas na teoria #7 me fizeram pensar que, talvez, a concavidade tenha sido criada para solucionar um problema enfrentado por quem fabricava as garrafas, e não por quem produzia o vinho ou qualquer outra bebida.

E hoje são mantidos nos recipientes apenas por tradição.

Mas, como disse anteriormente, cada teoria tem seus fiéis defensores e contestadores e não existe um consenso sobre o assunto.

O importante é termos em mente que a qualidade do vinho nada tem a ver com a presença ou tamanho da concavidade da garrafa.

E para você?

Qual destas teorias fazem maior ou menor sentido?


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Comentários
  1. Olá. Eu já trabalhei com vidros, para a Saint Gobain Vidros S.A.

    A Saint Gobain, possui uma fábrica de garrafas em Campo bom no RS, e o foco de sua produção sempre foi a qualidade e resistência dos vidros. Acredito fielmente no fundo estar ligado à produção do vidro e por consequência as empresas ao passar dos anos terem adotados vidros com maior resistência para todas as etapas, sendo hoje no mercado as mais utilizadas.

    1. Obs: da mesma maneira o fundo da garrafa ajuda na estabilidade da mesma durante o processo de elaboração, já que estas são feitas com uma massa de vidro mole e “desfilam por um longo caminho de esteiras até seu resfriamento, muitas vezes forçados, soprados por caixas de ar.

  2. Sempre passo aos amigos a informação de que os vinhos em garrafa de fundo liso são os de menos qualidade, o que corresponde à minha experiência nos supermercados da Europa: esses vinhos estão sempre, também, na prateleira mais baixa. Também notei que os vinhos mais baratos têm a concavidade menor e menos aguda. Agora, a hipótese 7, de evitar a convexidade das garrafas, prejudicando a sua estabilidade em pé, me parece convincente. Entretanto, cabe a pergunta: porque os vinhos mais baratos e de menor qualidade têm o fundo liso? E outra: Porque os vinhos manteriam essa concavidade, se atualmente as garrafas podem ser feitas anatomicamente perfeitas, tanto assim que os vidros dos vinhos mais baratos, de fundo liso, não apresentam o problema de instabilidade? E ainda mais uma: Atualmente, os vidros de fundo liso continuam sendo mais baratos do que os de fundo côncavo? Por quê? Bem, caso tecnicamente possa ficar provado que a concavidade assegura maior resistência, essa teoria 1, assim como a 7, também poderia atender não só a garrafas de vinho, como a frascos de vidro em geral. Uma questão: As garrafas de cerveja já tiveram o fundo côncavo? Se a teoria 1 estiver certa, deveriam ter, porque conheci uma pessoa que trabalhava no transporte de bebidas e era cheio de cicatrizes pela explosão das garrafas de cerveja.

    1. Olá, Goiano! Obrigado pelo comentário.

      Vou tentar responder por etapas, já que são muitas questões (risos).

      Sempre passo aos amigos a informação de que os vinhos em garrafa de fundo liso são os de menos qualidade, o que corresponde à minha experiência nos supermercados da Europa: esses vinhos estão sempre, também, na prateleira mais baixa.

      Entendi o que você quis dizer. No entanto, procuro não usar o termo “menor qualidade”. Costumo dizer que são produtos mais simples, se comparados aos grandes vinhos. Tem muitos vinhos bons que custam pouco, e que são envasados nestas garrafas de fundo liso.

      Sobre as prateleiras, é uma prática comum de marketing / merchandising. Produtos que o estabelecimento tem mais interesse em vender, costumam ser colocados nas prateleiras superiores.

      Também notei que os vinhos mais baratos têm a concavidade menor e menos aguda.

      Sim. Na maioria das vezes, os vinhos mais caros são envasados em garrafas de vidro mais grosso e escuro, são mais pesadas e com maior concavidade.

      Agora, a hipótese 7, de evitar a convexidade das garrafas, prejudicando a sua estabilidade em pé, me parece convincente. Entretanto, cabe a pergunta: porque os vinhos mais baratos e de menor qualidade têm o fundo liso?

      Acredito que, no passado, com a produção manual, as garrafas eram todas de fundo côncavo para ajudar na estabilidade. Hoje a produção industrial resolveu o problema da estabilidade. No entanto, por tradição (talvez) o fundo tenha se mantido côncavo.

      E outra: Porque os vinhos manteriam essa concavidade, se atualmente as garrafas podem ser feitas anatomicamente perfeitas, tanto assim que os vidros dos vinhos mais baratos, de fundo liso, não apresentam o problema de instabilidade?

      Como comentei acima, acredito que o fundo tenha se mantido côncavo por tradição.

      E ainda mais uma: Atualmente, os vidros de fundo liso continuam sendo mais baratos do que os de fundo côncavo? Por quê?

      Os vidros vazios ou os vinhos? Realmente, os vinhos mais simples geralmente são envasados em garrafas de fundo liso ou menor concavidade.

      Bem, caso tecnicamente possa ficar provado que a concavidade assegura maior resistência, essa teoria 1, assim como a 7, também poderia atender não só a garrafas de vinho, como a frascos de vidro em geral.

      Concordo. As fotos da teoria #7 mostram garrafas com fundo côncavo que não eram utilizadas para vinhos.

      Uma questão: As garrafas de cerveja já tiveram o fundo côncavo? Se a teoria 1 estiver certa, deveriam ter, porque conheci uma pessoa que trabalhava no transporte de bebidas e era cheio de cicatrizes pela explosão das garrafas de cerveja.

      Já encontrei algumas cervejas especiais em garrafas de fundo côncavo. Algumas até se parecem com garrafas de espumantes (e também são fechadas com rolhas).

  3. Eu acredito em história, e como é possível ver que a centenas de anos elas ja tinham esse fundo e algumas eram menores que outras, acho difícil ter sido por causa de marketing, manuseio ou qualquer outro motivo. É como uma tornearia precisa de um lado com apoio para que assim se possível sobrar e moldar a garrafa, e como ela fica girando e o estado ainda é meio liquido meio solido acaba criando o concavo. Claro que depois esse concavo pode ter sido aumentado por causa de marketing ou com objetivo de deixar o manuseio melhor, mas o motivo inicio foi esse com certeza.

  4. Sobre o fundo das garrafas, não tem nada a ver com produção, aquela entrada é para evitar quebras das garrafas, durante o transporte, pois, havia um alto índice de quebra, com as entradas elas ficaram melhor encaixada, tanto que vinhos de qualidade inferio e obviamente mais baratos não tem as entradas, os custos ficariam altos e inviabilizariam sua comercialização, abraços a todos

    1. Olá, Henrique! Tudo bem? Nenhum fabricante (ou produtor) com quem tive contato me apresentou um estudo sobre o motivo das garrafas terem o fundo côncavo. A maioria deles seguem alguns padrões de produção, que são utilizados há centenas de anos.

      Caso você encontre algum estudo e queira colaborar conosco, agradecemos 🙂

      Um abraço.

  5. Excelente análise, Thiago, mas eu ainda sou defensor do postulado 1, com pequenas alterações: As garrafas com fundo mais profundo possuem uma resistência mecânica maior NO MANUSEIO (se houver queda, por exemplo, não quebra com facilidade e não pela pressão interna), complementada pelo fato de que, para fabricá-las assim é requerido uma espessura de vidro adicional. Com isso, obviamente a garrafa ficará mais cara. Neste caso, para vinhos de menor qualidade e mais baratos, a quebra de uma ou 10 garrafas não representa grande perda, portanto o produtor ira usar garrafas de menor resistência (de fundo plano) pois são bem mais baratas. Para vinhos de excelente qualidade, a perda de uma garrafa é mais significativa (valor muito maior), portanto para reduzir estas quebras o produtor usa garrafas de maior resistência mecânica, que são as de fundo profundo e maior espessura de vidro – óbvio, o custo da garrafa é muito maior (obs: sou Engenheiro Mecânico, estou apenas usando lógica, mas isso é passível de ser calculado e testado !)

  6. Aos que acreditam em fundo concavo para facilitar na hora de servir, não faz sentido porque garrafas grandes tambem tinha fundo concavo…não faz sentido

  7. Eu achei que poderia estabilizar as garrafas em navios. Algumas excrescências nas mesas para encaixar os fundos das garrafas e não escorregarem quando o mar está agitado.

  8. Em um curso sobre sobre qualidade, harmonização e outros itens, ministrado por um enólogo da Miolo e por um somelier argentino, aprendi que o fundo côncavo serve para facilitar o manuseio na hora de servir o vinho, e que o tamanho da cavidade nada tem a ver com a qualidade do vinho. Portanto, concordo plenamente com a teoria de número 2. Parabéns pelo artigo, Thiago Ross!

  9. A concavidade foi invenção de vidreiro de sopro, não se sabe ao certo por que razão. Agora é só tradição, tal como a capacidade de 0,75 litros.

  10. Por que não perguntamos ( ESTOU PERGUNTANDO) aos fabricantes de vinho mais antigos e mesmo ao mais novos ?. Eles devem saber exatamente o por quê da forma de engarrafar seu produto, e se é por qualidade, tradição, custo, restrições locais, resistência, apresentação, crença popular, marketing pessoal, e ou outras variáveis. Ou todas são já consideradas lá no departamento de custos e marketing da empresa. Ou, ainda, existe um motivo especial , testado, comprovado, aceito cientificamente que determina se a garrafa deve ser do tipo A ou B ou C na cor X ou Y e com um “punt” ou catenária de profundidade rasa, média, longa etc,etc,etc. SERÁ QUE VAMOS OBTER RESPOSTAS CLARAS E SINCERAS OU VAMOS RECEBER TEXTOS FOLCLÓRICOS (acredito na última opção).

  11. Depois de longas discussões sobre as garrafas de vinho como recipientes para vinho e o por que de seus “punt” ou catenária mais profundas, chegamos a conclusão que a melhor maneira e a mais rápida de obter algum conhecimento pontual é perguntar ao fabricante(s) de vinho.
    Gostaria imensamente de ouvir vários fabricantes ou engarrafadores da mercadoria vinho, tinto ou branco ou rose!

    [email protected]

  12. Oi! Deixo minha impressão sobre garrafas de vinhos tintos e brancos de forma simples e direta para obter respostas mais adequadas e precisa, pois gosto de um bom vinho.

    Percebo que os vinhos médios e bons e outros razoáveis sempre sao encontrados em garrafas com “punt” profundo., em sua grande maioria.
    Já os vinhos pouco “saudáveis “, facilmente identificados são colocados em garrafas de fundos rasos e alguns com pouco “punt”.

    SERA QUE SE TRATA DE MAIS UM ITEM NO CUSTO DA GARRAFA ?

    OBRIGADO PELA RESPOSTA (S)

  13. parabéns pelo trabalho e muito aprendi sobre o tema e concordo com o seu comentário, apenas acrescento que a sedimentaç~~ao de líquidos vendidos no varejo é coisa do passado, pois os sistemas de filtragens atuais s~~ao extremamente eficientes.
    Guinel Hernandez

  14. Caro Tiago, artigo excelente. Sempre supus ser a 5a teoria em que a garrafa funcionária como um decantar. Agora acredito que também a 7a seja válida, Uma solução dos fabricantes de garrafa ter sido incorporada a cultura do vinho. E o interessante e que essa teoria abre espaço para as demais crenças. O certo é que eu ao buscar um vinho se não o conheço verifico o fundo da garrafa e entendo que sua qualidade se reflete
    Na maior profundidade do fundo da garrafa.

  15. Sou daqueles que na dúvida, observo o fundo da garrafa. Certa vez, num evento onde havia venda de vinhos, estava vendo as opções e me deparei com um vinho nacional e pedi para pegar a garrafa. Era pesada e com um fundo bem pronunciado. Me surpreendi ao segurar a garrafa, tive mesmo uma sensação muito grande. Comprei uma caixa e o vinho é excelente, lembra um ótimo Bordeaux. Para mim, os fabricantes de vinhos, sabendo da fama dos fundos das garrafas, usam estas para um bom vinho. Raramente encontro um bom vinho com um fundo chato.

  16. Recipientes esféricos e cilíndricos são os mais adequados para a guarda de líquidos e gases sob pressão porque equalizam a pressão interna por toda a parede do recipiente, resistindo melhor às forças internas. Por esse motivo, caminhões de gás têm o reservatório com formato arredondado nas bordas. As garrafas de bebidas gaseificadas, portanto, são sempre cilíndricas para aproveitar essa propriedade.
    Mas o fundo reto sempre foi o ponto fraco e os estouros das garrafas geralmente ocorriam por aí. A ideia dos vidreiros foi então arredondar o fundo das garrafas para resistir bem à pressão e ainda reduzir a quantidade de vidro empregada. Como não podiam arredondá-las para fora, o fizeram para dentro e, pelo processo de construção a sopro, obtiam uma curva característica no fundo, que podia ser mais ou menos pronunciada. Essa curva tem um nome e é chamada CATENÁRIA. (Sem referência bibliográfica)

  17. Na minha opinião essa cavidade serviu para remover a rolha dá garrafa.
    Quando eu estava querendo tomar uma taça e não tinha como abril-la, usei um chinelo de borracha como apoio e bati com o fundo dá garrafa, a pressão sofrida no fundo oco fez com que a rolha sacasse para fora. E então tomei meu vinho. Rsrs

  18. Parabéns pela matéria! Eu entendo que as técnicas rudimentares de fabricação levaram à necessidade de maior equilíbrio das garrafas ou frascos de vidros, e a forma de você dar mais estabilidade é aumentar o peso na base, e uma das formas é se fazer a cavidade convexa que aumenta o volume de materiais (vidro) na base, atingindo o objetivo desejado.

    Hoje no entanto entendo que no “novo mundo” os fabricantes entendem que engarrafar em um porte maior de garrafa, com cavidade maior e mais massa (apesar de aumento de custos) valoriza mais o produto. Seguindo no sentido oposto, no “velho mundo” os fabricantes estão mais preocupados com menores custos e menos utilização de matérias primas (meio ambiente) optando-se por engarrafar bons vinhos em recipientes mais simples, aliados inclusive com a retirada da cortiça natural , substituindo pelas sintéticas ou mesmo com o fechamento em “screw cap”. Não há duvida,no entanto, a meu ver que, abrir um tinto sem utilizar um “saca rolhas” não tem a menor elegância.

  19. interessante a pesquisa…e cheguei nela justamente porque, concidencia ou não…realmente percebo que o vinhos com a cavidade mais funda me parecem melhores….

    1. Ademir,

      Você não é o primeiro a ter esta percepção. Algumas pessoas já me disseram isso.

      Eu já provei muitos vinhos realmente bons em garrafas de fundo liso, então eu não me atento tanto ao formato da garrafa.

      Um abraço 🙂

    1. Olá Ermilson, como vai?

      As garrafas apresentadas no artigo não são apenas de vinhos. Elas eram usadas para medicamentos, licores e cervejas.

      Não posso afirmar, mas acredito que o fundo côncavo desapareceu da maioria das garrafas conforme a técnica de sopro foi dando lugar a produção industrial em grande escala.

      A tradição talvez tenha permanecido apenas às garrafas de vinho.

      Um abraço.

  20. C’est uniquement pour l’équilibre de la bouteille droite car à l’époque ils ne savait pas concevoir un fond parfaitement plat…il n’y pas d’autres explication valable, le reste c’est bla bla

  21. Concordo com a teoria no. 7, nem tanto para a estabilidade da garrafa mas, para acomodar a ferramenta antiga no fabrico das garrafas pelo método de sopro.

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